Aeroporto

Olhou à sua volta. A sua família acarinhava-o, num misto de surpresa e tristeza.
- Onde estivera? Que dia é que seria? - Fez um esforço para recordar. Na sala de espera de um aeroporto?
O fim estava próximo. O corpo abrandava e a morfina cumpria a função.
Tinha medo, mas estava grato pela vida vivida.
Disse um último galanteio à sua mulher.
Ouviu uma voz.
Última chamada para um passageiro.
Era o seu nome.
Era a voz da mãe.
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A primeira versão deste microconto foi um exercício do curso Microcontos 2 da Escrever Escrever. Os últimos dias de novembro são difíceis para mim e este texto reflete uma ínfima parte do turbilhão de sentimentos vividos em 2019. Publicar a versão revista desse microconto é uma forma de pacificar a saudade.
Boa semana e boas leituras!

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